Sinistralidade Rodoviária em Portugal nos ultimos onze anos: Uma perspectiva ergonómica
TL;DRAbstract
Neste trabalho tem lugar uma análise da sinistralidade rodoviária baseada no modelo ergonómico de análise dos acidentes de trabalho, segundo o qual os fenómenos devem ser abordados num contexto global e sistémico, isto é, enquanto acontecimentos ocorridos no âmbito do sistema homem-máquina. Nesta perspectiva consideraram-se como variáveis relevantes para a explicação do número de acidentes auto nas estradas portuguesas, o número de novos veículos em circulação, o consumo de gasolina, e o número de novos encartados. O modelo de regressão aplicado as observações disponíveis (1 980- 1990) permitiu extrair uma variável explicativa: os novos encartados. A inexperiência de condução emerge deste modo como o principal factor a influenciar o número de acidentes. Em todo o caso, a reduzida dimensão da amostra e a não inclusão de outras variáveis pertinentes, recomendam cautela na análise destes resultados, que devem ser vistos como exploratórios. Discutem-se também as implicações que a abordagem
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Neste trabalho tem lugar uma análise da sinistralidade rodoviária baseada no modelo ergonómico de análise dos acidentes de trabalho, segundo o qual os fenómenos devem ser abordados num contexto global e sistémico, isto é, enquanto acontecimentos ocorridos no âmbito do sistema homem-máquina. Nesta perspectiva consideraram-se como variáveis relevantes para a explicação do número de acidentes auto nas estradas portuguesas, o número de novos veículos em circulação, o consumo de gasolina, e o número de novos encartados. O modelo de regressão aplicado as observações disponíveis (1 980- 1990) permitiu extrair uma variável explicativa: os novos encartados. A inexperiência de condução emerge deste modo como o principal factor a influenciar o número de acidentes. Em todo o caso, a reduzida dimensão da amostra e a não inclusão de outras variáveis pertinentes, recomendam cautela na análise destes resultados, que devem ser vistos como exploratórios. Discutem-se também as implicações que a abordagem
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