“A Marginália como imagem transgressiva: ligações entre a página medieval e o graffiti contemporáneo”
TL;DRAbstract
Propõe-se uma reflexão sobre imagens que habitam a margem enquanto lugar menor ou secundário de representação.Este trabalho parte de exemplos encontrados em manuscritos medievais e em graffitis contemporâneos e centra-se nas relações que estas imagens marginais (marginália) estabelecem com o texto central e oficial, tratando-se do texto escrito medievo ou da própria cidade contemporânea.Consideramos que a marginália tende a transgredir esse texto oficial, questionando a sua autoridade e imutabilidade através de uma expansão ou mesmo inversão das suas significações. Nestes fenómenos, a paródia e o humor desempenham um papel relevante.No entanto, a transgressividade da marginália surge como ambígua, facto decorrente da indefinição própria da imagem e da margem onde se inscreve.
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Propõe-se uma reflexão sobre imagens que habitam a margem enquanto lugar menor ou secundário de representação.Este trabalho parte de exemplos encontrados em manuscritos medievais e em graffitis contemporâneos e centra-se nas relações que estas imagens marginais (marginália) estabelecem com o texto central e oficial, tratando-se do texto escrito medievo ou da própria cidade contemporânea.Consideramos que a marginália tende a transgredir esse texto oficial, questionando a sua autoridade e imutabilidade através de uma expansão ou mesmo inversão das suas significações. Nestes fenómenos, a paródia e o humor desempenham um papel relevante.No entanto, a transgressividade da marginália surge como ambígua, facto decorrente da indefinição própria da imagem e da margem onde se inscreve.
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