A arte para além do belo: considerações psicanalíticas DOI - 10.5752/P.2358-3428.2012v16n31p213
TL;DRAbstract
Neste trabalho serão abordadas algumas formulações de Sigmund Freud sobre a estética e a arte. A partir da estética, concebida como ciência do belo e doutrina das qualidades de nosso sentir, Freud envereda por uma trilha marginal destacada por ele como "o estranho". Este tema, devido a seu caráter sinistro, provoca medo, repulsa e, até mesmo, horror. Entretanto, pode ser um recurso utilizado pelo artista para despertar sentimentos contrários. A encenação trágica assim o demonstra pois, ao induzir no espectador as mais dolorosas impressões, proporciona-lhe, ao mesmo tempo, a fruição de emoções altamente prazerosas. Se, em princípio, o ser humano é regido pela busca do prazer e evitação do desprazer resta compreender como a dor pode se tornar veículo e condição de deleite.
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Neste trabalho serão abordadas algumas formulações de Sigmund Freud sobre a estética e a arte. A partir da estética, concebida como ciência do belo e doutrina das qualidades de nosso sentir, Freud envereda por uma trilha marginal destacada por ele como "o estranho". Este tema, devido a seu caráter sinistro, provoca medo, repulsa e, até mesmo, horror. Entretanto, pode ser um recurso utilizado pelo artista para despertar sentimentos contrários. A encenação trágica assim o demonstra pois, ao induzir no espectador as mais dolorosas impressões, proporciona-lhe, ao mesmo tempo, a fruição de emoções altamente prazerosas. Se, em princípio, o ser humano é regido pela busca do prazer e evitação do desprazer resta compreender como a dor pode se tornar veículo e condição de deleite.
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