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Os videojogos : entre a absorção labiríntica e a socialidade

Jean-Martin Rabot-2009-01-01-RepositóriUM (Universidade do Minho)

TL;DRAbstract

O propósito desta comunicação é o de mostrar que o Videojogo é, por um lado, um meio de desenvolvimento de destrezas físicas e mentais, coordenação visual e motora, habilidades e estratégias, que remetem para uma forte individualização e, por outro, um meio de socialização. Com efeito, com os jogos on-line, assistimos a um novo fenómeno social: milhares de pessoas, em diversas partes do mundo, a jogar ao mesmo tempo, uns com os outros e uns contra os outros. A esse tipo de interacção Simmel deu o nome de socialização. A socialidade, ou seja, o estar-juntos, remete de facto para uma partilha de emoções, para aquilo a que Max Scheler chamou de excitações colectivas ou Maffesoli de narcisismo tribal. A geração Otaku (Hiroki Azuma), ou seja, os fanáticos dos jogos vídeo, não podem ser considerados como autistas, como alienados, como associais. Antes pelo contrário, essa geração ensina-nos que uma vida plural, alicerçada nos mitos, nas lendas, nos contos, nos sonhos, é sempre possível. O qu

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O propósito desta comunicação é o de mostrar que o Videojogo é, por um lado, um meio de desenvolvimento de destrezas físicas e mentais, coordenação visual e motora, habilidades e estratégias, que remetem para uma forte individualização e, por outro, um meio de socialização. Com efeito, com os jogos on-line, assistimos a um novo fenómeno social: milhares de pessoas, em diversas partes do mundo, a jogar ao mesmo tempo, uns com os outros e uns contra os outros. A esse tipo de interacção Simmel deu o nome de socialização. A socialidade, ou seja, o estar-juntos, remete de facto para uma partilha de emoções, para aquilo a que Max Scheler chamou de excitações colectivas ou Maffesoli de narcisismo tribal. A geração Otaku (Hiroki Azuma), ou seja, os fanáticos dos jogos vídeo, não podem ser considerados como autistas, como alienados, como associais. Antes pelo contrário, essa geração ensina-nos que uma vida plural, alicerçada nos mitos, nas lendas, nos contos, nos sonhos, é sempre possível. O qu

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